segunda-feira, 6 de julho de 2026

Atravessamento

Magnólia, eu encontrei você na aresta de algo. Em vias de sair ou entrar no umbral. Tens alguma coisa, certamente. Um formigamento em zonas fantasmas, te entregando nada mais do que um comichão nos ouvidos. Você chegou ao ponto de se esconder no meio de um esquadrão, tu quisera se chamar de legião.

Podes até assumir que indicarei que tu serás jogada de um desfiladeiro, ou jogado, depende do humor ou da decisão. Mas não. Magnólia, eu quero te salvar, sem precisar de te levar a cafés de salada mista. Sem te comprar com palácios sujeitos às alterações da traça e do tempo.

Parece impossível? O sentimento não liga para isso. Magnólia, alguém está prestes a... Eu não sei se simplesmente eu calo a boca dessa pessoa com um dedo ou faço outra coisa azeitada; Faraó das Indiretas tinha muitos cavalos e muitos carros, ele mesmo que pisava em pisos apoiados em ovos de galinha. E daí? Isso, porque não adiantou de nada. Transporte bom é aquele de viagem única, pergunte a Elias. Cabra, eu li tanto aquele livro que o cito livremente. A vida se confunde com esses corpos literários.

Então, a sua insistência em treinos à tarde tinha outro nome. Espero mesmo que não leia isto, e outro coração ainda mais curioso permita-se colaborar sutilmente com a cultura, que é agora. Todavia, toda hora, Magnólia. Um louvor em meu nervo hipoglosso. Ó sadia inquietação! Você gera em mim!

Logo hoje quando fui obrigado, não por educação, mas por mera ordinariedade escatológica, a cumprimentar uma adversária de farpas, indiferenças e ignorâncias (ela é estranha), os ossos do ofício, no meio da rua, em plena luz do dia. Eu não poderia me deixar em desvantagem diante de um caboeta semi-aposentado.

Mag, só precisas me dizer um sim. E diminuirás, consideravelmente, esse caos amostrado. Pelo amor de toda luz que vence as bordas, não só diga mas ache o meu chão floral, que compõe todos os melhores bom-dias e deuses. Teu principado não descansará em paz, enquanto não...

Próximo pensamento. Me desafio a escrever o teu paleio oculto: "Hoje eu acordei meu assim, sabe? Meo. Truta, tô muito pensativa. Essas músicas não me comunicam mais, vou precisar passar o recado labialmente."

Isso é eu sendo a voz da sua consciência. Tomara.

Cansei de admirar deste outro lado do espelho, Mag! Abaixo o mafagafo! Crec.