sexta-feira, 25 de setembro de 2026

A1 Intelectuais!

F*#%.

Excelsior! Excelsior! Excelsior! A cena mercadante foi tão pictórica como mictórica. Ventindo, se é que este verbo existe, destoou um alerta não menos burocrático que o acúmulo de ridicularidades instadas dentro das circunstâncias institucionais. Data após data. O escracho-fato estranhável, naquele recinto sacrificial de... Burros. Sim, um grande importador assediou os criadores locais, pobríssimos, porque o burrego é bicho de classe baixa, segundo determina a sociedade, ou pelo menos a alta sociedade... E eles, precisando de uma graninha, um dinheirinho, para comprar um leite, pagar uma conta... Ou apostar a sorte... No desespero ou na fé, seguiram adiante e aceitaram a proposta. Os que resistiram foram convencidos posteriormente pelos parentes gananciosos, com muita lábia persuasiva: “Homi, pelo amor de Deus, essa é uma chance única, tu vais desperdiçar assim? Quando o Senhor abre as portas, a gente tem que entrar; é pegar ou largar. Não seja bobo, não seja... Burro!”. Ah, a ironia do destino. Não é engraçado, bebê?

A geologia tentara, foi bulida. Os mexilhões desérticos sacudiram-se para descobrir oásis em terrenos sequíssimos. Nada foi achado de útil. Porque o que se viu na pesquisa foi a possibilidade de benefício aos pobres. As classes esnobes enxergaram isso com malgrado. Como pode? Uma indústria que se enriqueceu destruindo a fauna e a flora desses pobres desgraçados realizar uma reparação sustentável. Algo impossível de acontecer. Quem tentar implantar alguma alteração nesse status quo vai encarar o sistema dos sistemas. Os iluminados! A elite intocável, dos templos de um Jesus europeu e de uma castidade patriarcal, falsamente matriarcal. Ao redigir essas verdades essenciais, saiba que provavelmente estou sendo gravado, mói de facto, estoy sendo lido, melhor ainda, espiado. A bem dizer. O simples indício desses pensamentos revoltantes e revoltados expõe que há resistências, e forças, e espadas, e escudos, e glórias, e revoluções, todos imparáveis, e isso é o temor, a própria face do medo, da gentalha inimiga do povo e da natureza.

Já está em andamento a grande mudança. Revolução não é simplesmente decapitá-los. É uma coisa mui paciente. Não devagar. Atomicamente sapiente, digamos assim. Guardo um riso interno, não rindo por último, mas adiantando uma graça, um júbilo a que até os anjos são sensíveis. Adversário safado, você se prepare. As culatras e os pontos cegos, os calcanhares levianos e os cavalos insolentes... Palavrinhas às escondidas, os cubículos apertados... Haja reticências. Mas o fim é um só. Sem suspense. Ouvi e vi a constatação de que aqueles designados pelo reino decadente não estão aptos para o serviço; desta forma, o que eu estava segurando nesses últimos vinte e um dia não mais reterei, yê, yê, yô, yô.