O que ela vivia em paralelo estava
no topo das prioridades. Como sei que sou lido, embora esse diário de bordo
seja deveras secreto, tenho que lhe fazer jus ao travessão. Dromedários coados
em um buraco de agulha. Não, não é Genipabu, nem muito menos um áudio que
mandei no Vocaroo; eras tu a penitente, e ela, a confessora. Convenientemente juntas. Ali, ciscando perto de mim. Taí o pecado: sem regaço para o
sentimental, aproveito a assistência social, que vem de presente, direto da
tumescência matinal. Algo mais honesto que a cognição sensual pré-sono.
Confesso, também.
O artífice caprichou no sexto dia.
Agradeço. Formas, pensamentos. Vocês toparam em mim. Agora somos três em um
mesmo espaço. O que fiz para merecer isso? Fora de cogitação, qualquer “ela”
alternativa, mas a carne insiste. Voraz, intrometida. Cabida. Desesperada (as
risadas não espontâneas denunciam). Por muito, pelo tempo suficiente... Embora
não haja mais tempo... Entretanto, seu corpo, propositalmente, criou mais um
tempinho.
— Olha o propósito!
— Quem falou?
— Eu mesma! A pulseira arranjadora.
— Como assim? Não se intrometa no
meu texto?!
— O quê? Tomara que isso seja
ficção. Viu?
— Não é da sua conta. Que absurdo!
Quando foi que eu compartilhei esse documento com você?
— Sabes, sou mais do que uma
simples curiosa.
— Isso é um estado de bancarrota!
— Ei! Meça os seus garranchos! Não
está falando com uma qualquer, te enxergas! Pocahontas, a reencarnação, é quem
vos fala. Hehehe.
— Ordinária! Para resumir. Mas, por
fim, decreto que não tenho medo; se quiser espalhar, que espalhe!
A história continua assim...
Na beirada da noite, os três
alinhados nas gracinhas-esmalte. Não um triângulo, morô? Uma espécie de círculo
insano... Tirei os óculos de uma e pus na outra. Divertido. Desorientada, a quase
cega, meio que com dificuldade, realizava as acoplagens. Irmãos de festa, isso
que é o folclore em tempo real; “Dança Shakti”, a de vista renovada dedurou em
meu ouvido, o que entendi como um pedido que redime qualquer alma sonsa. E ali,
assinávamos contratos, meigamente negociados. Um após o outro. Quando, de
repente, me vi propondo o conceito de trika de Caxemira, algo que devo ter lido
da boca de algum guru ancestral ou mesmo duma garoa de miragens metropolitanas;
das vezes que cheguei ao topo só para tê-las, superestrelas que brilham em
desertos do ouro preto e nas luzes de Miamis com as sugestões, os mesmos motivos
que levam os homens a perdições de bancos e tribunais. O mais louco
participante de tais epopeias dirá que “valeu a pena”, não obstante os espinhos
para alcançar o título Master; eu concordaria fazendo sinal positivo com as
mãos direita e esquerda, mas, felizmente, estou ocupado, neste exato momento
realizando manobras, em dois botões. Uh? Alguém falou em “pizza gigante”?