sábado, 19 de setembro de 2026

Social

O que ela vivia em paralelo estava no topo das prioridades. Como sei que sou lido, embora esse diário de bordo seja deveras secreto, tenho que lhe fazer jus ao travessão. Dromedários coados em um buraco de agulha. Não, não é Genipabu, nem muito menos um áudio que mandei no Vocaroo; eras tu a penitente, e ela, a confessora. Convenientemente juntas. Ali, ciscando perto de mim. Taí o pecado: sem regaço para o sentimental, aproveito a assistência social, que vem de presente, direto da tumescência matinal. Algo mais honesto que a cognição sensual pré-sono. Confesso, também.

O artífice caprichou no sexto dia. Agradeço. Formas, pensamentos. Vocês toparam em mim. Agora somos três em um mesmo espaço. O que fiz para merecer isso? Fora de cogitação, qualquer “ela” alternativa, mas a carne insiste. Voraz, intrometida. Cabida. Desesperada (as risadas não espontâneas denunciam). Por muito, pelo tempo suficiente... Embora não haja mais tempo... Entretanto, seu corpo, propositalmente, criou mais um tempinho.

— Olha o propósito!

— Quem falou?

— Eu mesma! A pulseira arranjadora.

— Como assim? Não se intrometa no meu texto?!

— O quê? Tomara que isso seja ficção. Viu?

— Não é da sua conta. Que absurdo! Quando foi que eu compartilhei esse documento com você?

— Sabes, sou mais do que uma simples curiosa.

— Isso é um estado de bancarrota!

— Ei! Meça os seus garranchos! Não está falando com uma qualquer, te enxergas! Pocahontas, a reencarnação, é quem vos fala. Hehehe.

— Ordinária! Para resumir. Mas, por fim, decreto que não tenho medo; se quiser espalhar, que espalhe!

A história continua assim...

Na beirada da noite, os três alinhados nas gracinhas-esmalte. Não um triângulo, morô? Uma espécie de círculo insano... Tirei os óculos de uma e pus na outra. Divertido. Desorientada, a quase cega, meio que com dificuldade, realizava as acoplagens. Irmãos de festa, isso que é o folclore em tempo real; “Dança Shakti”, a de vista renovada dedurou em meu ouvido, o que entendi como um pedido que redime qualquer alma sonsa. E ali, assinávamos contratos, meigamente negociados. Um após o outro. Quando, de repente, me vi propondo o conceito de trika de Caxemira, algo que devo ter lido da boca de algum guru ancestral ou mesmo duma garoa de miragens metropolitanas; das vezes que cheguei ao topo só para tê-las, superestrelas que brilham em desertos do ouro preto e nas luzes de Miamis com as sugestões, os mesmos motivos que levam os homens a perdições de bancos e tribunais. O mais louco participante de tais epopeias dirá que “valeu a pena”, não obstante os espinhos para alcançar o título Master; eu concordaria fazendo sinal positivo com as mãos direita e esquerda, mas, felizmente, estou ocupado, neste exato momento realizando manobras, em dois botões. Uh? Alguém falou em “pizza gigante”?