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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A parte mais difícil

Apaziguadas as águas. O que os fariseus farão? Não há nada o que fazer, após lavadas as mãos. Eis aqui o Homem. A mensagem e o mensageiro fazendo efeito e afeto, até destronar a geração de tímidos. Mostrem a que vieram ao mundo, ou rua! A plenária decidiu isso. Alterado, o Arlequino cai na cova que ele mesmo cavou; todas as vezes, em sequência, as consequências.

Todos tinham o desejo de dar um tchibum naquele ensejo milagroso. Mas só os resquícios desse mundo mergulhavam lá. O muito se expor era deveras humilhante para os influenciadores e aspirantes a influenciadores. Curavam-se, sem pena: mendigos, viciados, ladrões, prostitutas, adúlteras, mentirosos convictos, endividados, pessoas solteiras, cidadãos vítimas de racismo, desempregados, virgens. Iam a fundo. Admitiram ter chagas, porque a misericórdia das misericórdias os salvou. Ugh. 

Eu sublinho, me pergunto o que Cristo faria diante disso. Bom, eu não sou santo. Vide a tentação: violoncelo, em quadrante, a prosa-mulher parece uma moto. Sou piloto? Tirando a carteira, não existe um não na minha boca; montada está a pivô: a exceção das exceções, que divergiu dos endiabrados antissamaritanos. E eles querem que você se rebaixe ao nível deles, à força! Assim, uma parcela do povão não furaria o teto das classes. “Ignorem as provocações dos patrimonialistas de araque” se tornou o novo mandamento da nossa irmandade.

Queria eu ir até a capital dessa província e perguntar a uma pessoa, desvendar uma suspeita. Indique o caminho daquela rosa, ó alquimista vermelha. Pelo amor, estarei sendo estritamente pragmático. Vai ficar na história como quem marca, unhas arranhando, passeios circulares. A escolhida sabe se guiar através do mapa dos meus músculos.

Sinto que eu não preciso falar muito. Você sabe o que fazer em tempos de cólera. Está na hora de romper com... As cordas do que não deu certo. A âncora que te leva ao fundo marítimo. Emerja com a verdade, cabidinha. Arriba! Venha viver o real. O cântico sirênico vem do âmago de uma certa alma galega, morena. Shssh. Ssh. Shsushushu. Ssshh. Oooaaaaah.

Hã?! Aparição? O que se esvai em minha vista? Uma neblina se desfazendo... Não! Ah! Era um sonho? Pô! Ó Hypnos! Trapaceiro bebum do cochilo. Só porque não saí na lista de convidados do bordel partidário, no fundo da catedral? Me poupe!