Uma
bola de pelo enorme ia descendo a ladeira dos acontecimentos. No monte onde os
monges e as freiras rezam se cessar, provando uns para outros que ambos são
santos, há um derretimento silencioso. Surpreendentemente, como qualquer
cataclisma. No almoço, terremotos com farofa de alho. No chá da tarde,
arrebatamento com pimenta malagueta.
A
parada na rua, é um cifrão ambulante e um "A" saltante, juntos faziam
a comissão de frente do bloquinho dos palhaços desempregados, onde a ordem era:
nem estuda, nem trabalha. "Djamba como recurso final, não há
perspectiva", afirmava o Rasputin deles, a principal influência.
Na
Bíblia não se fala sobre um super-vagabundo, mas o governador da província
muito decepcionou o núcleo duro dos conselheiros, do qual faço parte (ala
festeira), provando ser um desmiolado paspalho que quer agradar a todo mundo,
sobretudo fascistinhas reacionários que se intrometeram na gestão. Aceno a
cabeça e tapo a minha vista em desaprovação. Mexendo de um lado para o outro,
ela gostou, parece. Essa tal de democracia. Não há garantias.
A
bola era um anúncio de uma avalanche? Após ela, se aproxima uma passeata de
criaturas circenses, aqueles que gostam de pular, não só de galho em galho, mas
de sono em sono, de acomodação em acomodação; seriam todos eles passivos? Lá
vem o meteoro, ativo. Puuuuh. Dutssssh. Fuuuuurr. Rasgou o tecido social,
ignorou a monstruosidade do plano piloto, não quis nem saber, com vara de ferro
aplana todas as cervizes altivas e corta a crista dos donos da razão. É uma
exceção, Margarita, aos pés dessa luz-efeméride, prometes, juras, suplicas,
rogas, derramas, morres, incomunica-te, humilhas-te?