Reviravoltas nos dogmas
sacrossantos! Clérigos sexistas e santinhas tradicionalistas se questionando no
espelho. O motivo? Sítios de sangue. Entregues à opinião popular, supostamente
vox populi, questões que, a sério, eram tomadas por investigadores como objetos
dignos de estudo. O movimento nas praças públicas era, na verdade, uma
massa manipulada, não crítica nem consciente disso. Alguns poucos sábios se
levantaram contra a leseira do populacho e puxaram consigo a terça parte dos
espertinhos, o que deixou o gado dos entusiastas do ódio ao próximo
desorientado. A vitória almejada no horizonte era uma rosa com abundantes
espinhos.
Temer? Essa não era uma opção, a glossolalia
por hora era um violão. Me inflei com o estupefaciente. Cruzei evitações de
protagonistas de minhas canções, mas tudo que a gente não fez em milênios fará
agora, antes do fim; não viver isso seria uma grande tribulação. Você sabe do
que estou falando? Se isso for loucura, que seja. Sonho com os sonhadores dos
livros. Echt!
Ignorei as disputas por pedaços de
terra infértil, desgraçada pela exploração desenfreada, e fui direto ao que
foca os meus olhos. Porque,
é, sou fraco, sou homem, sinto coisas. Nos falamos pelos intervalos; nas
arestas, nos entendemos. Até a noite clarear e o sol vencer a escuridão da
madrugada. A musa dessas músicas escondidas no meu texto decifrou essa busca; a
esbelta não é boba, nenhuma mulher bonita é. Não vai deixar passar a maré
favorável.
O contexto não era de pegar de
surpresa as mentes mais mirabolantes do espectro político. Os silêncios
combinados das agendas carnavalescas não captariam isso nem sondando dezenas de
milhares de mensagens. Oh, não. O sentimento não é quantificável. É um avançar,
avançar, conquistar, abraçar e, sim, calcular. Às vezes, até vadiar.
A própria definição de safadeza.
Porém, eu, na minha. Quieto. Ouvindo grilos cantarolarem numa noite mansa
pós-pleitos ruidosos. E ai, ai, ai. Chequei os algarismos da coisa. Fui da
bagatela aos haveres áureos. Impossível se desvencilhar do olhar alvo dela no
meio daquela multidão escolástica. Quero eu declarar em teu ouvido interior: “Tu te
distingues facilmente”. Eu tive uma angelofania? É saúde pros meus ossos, poder
te amar; até no vale das sombras esse fogo é capaz de reinar.
Um escaneio estrondoso passando por
nós, não só as palavras: corações! As verdades eternas que entram e não saem
mais. Seu pesar melancólico, quase desistente, caindo nos braços da esperança.
Veja que luz táctil; nisso, o salmista nos adiantou: até a tristeza salta de
alegria. Arpoadores, eis erguidos em vossas lanças os geológicos detratores;
ora, não chamem de cego massacre o que é justiça, o que purifica a alma de
frágeis mortais. Eu e você.