A jogatina era uma só, na verdade, um piano de duas teclas. No divã do terapeuta dos terapeutas, eu massageio essa ideia. Está sob a percepção do povão: os temas “apimentados” da República, um assunto rosa que é um pecado capital para nós, emergentes de classe, pelo menos aos olhos das classudas da paróquia e dos desmoralizantes do púlpito; um dia eu peguei uma Super Crente e... Bom, isso é papo para outro enigma de lares. O que se segue é uma lupa sobre a dialogicidade proletária; podemos definir desta forma, no primeiro momento.
— Ahaha, aahrr. Rram. Hah. — Então, tuas risadas constantes compensam a falta?
Não obtive resposta substancial. A bandida continuou tentando falar A e B através de vários pontos entre o X e o Y. Trata-se de um curioso caso de crepúsculo feminino. Meu Padim Ciço, que atenda às preces! Imagine, só. É como se eu enxergasse uma faux paquera minha ao vivo e em cores e, no tête-à-tête, a bendita se apresentasse sem nenhum filtro digital (eca!) e nenhuma maquiagem (ponto pra ela). Ah, que bom! Ou que pena, não é uma fotografia manipulada ambulante.
O tempo jogou duro contra as abaladas mocréias. O cacoete fictício não valeria muito a pena, na real, um vício internamente acordado, embora dormisse. Os anos levaram já muita coisa: um verdadeiro fogo avançando sobre as palhas da beleza e da juventude. Mas não se acabou o que era doce. O que pode vir por aí? Perseguições? Sistema judiciário relativizado? Este país está zoado! Que tomemos as rédeas o quanto antes. Fiz de mim uma própria casa de caridade? Pois não justifica tudo o que suportei até aqui.
Uma caningada dessa nos meus ouvidos? Pedindo para ser moggada? Visceralmente, a democracia é capaz de nos oferecer discrepâncias que vão de uma ninfa encantadora até uma quimera desoladora! Que melodia... No máximo, um alerta-alarme. Ameaças pendulares que apertam calos de preguiçosos. Tuc! Tuc! Até que se levantem as bundas das cadeiras ociosas (ou essa em cima da minha face) para revirar o mundo e tomar para si galardões prometidos e professados.